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Pesquisa da Unesp aponta que a queima da palha de cana-de-açúcar em São Paulo tme provocado danos ambientais no estado

Ecoturismo & Sustentabilidade

Efeito colateral – Os benefícios que o etanol pode trazer à luta contra o aquecimento global são bastante conhecidos. O álcool polui menos que o diesel e a gasolina, e vem se consolidando como uma das apostas brasileiras no setor energético. Porém, todo esse potencial ambiental pode acabar prejudicado se não forem tomados alguns cuidados no processo de fabricação do combustível. O problema está na queima da palha da cana-de-açúcar — uma das etapas ainda usadas na produção do etanol e do açúcar — que acaba liberando grandes quantidades de compostos de nitrogênio na atmosfera. Entre as consequências do excesso dessas substâncias no ar, está a formação de chuvas ácidas e da chamada chuva seca (contaminação com dióxido de nitrogênio que pode atingir as regiões próximas das usinas — veja arte). Reportagem de Silvia Pacheco, no Correio Braziliense.

Rondônia apresenta queda nas queimadas em 2009

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As queimadas estão diminuindo em Rondônia, revela uma análise parcial dos municípios críticos realizada pelo Ibama. Segundo o instituto, nos sete locais em que as queimadas eram mais frequentes houve redução de 74,52% no número de focos de calor detectados por satélite. Eles baixaram de 3606, de janeiro a setembro de 2008, para 919 no mesmo período de 2009.

Mesmo quando se analisam os focos de queimadas no estado inteiro, a queda é considerável: em setembro de 2008, satélites registraram 7.507 pontos de calor no estado, enquanto em setembro de 2009 o número caiu para 3.387 – uma redução de 55%.

Segundo o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães, a principal causa da diminuição do fogo é o trabalho das brigadas de incêndio, que começaram a atuar em 2008. Hoje, os sete municípios mais afetados contam com equipes de 29 homens contratados pelo governo federal com a ajuda das prefeituras locais. Desde o começo do ano, eles já combateram cerca de 200 focos de incêndio.

As equipes são contratadas de julho a setembro, quando ocorrem os picos de queimada. De acordo com Guimarães, cada brigadista ganha um salário mínimo. “Eles passam por um processo de seleção em que se faz um teste de habilidade com uso de equipamentos agrícolas e testes de aptidão física. Sempre são contratadas pessoas da região.”

As equipes, coordenadas em Porto Velho, estão espalhadas por Apuí e Santo Antonio do Matupi, no estado do Amazonas, e Buritis, Cujubim, Machadinho, Nova Mamoré e União Bandeirantes, em Rondônia.

Intimidação
Para o superintendente, não é só a capacidade de combate ao fogo que faz os brigadistas combaterem queimadas. A própria presença de uma equipe de 29 homens em pequenas cidades já faz com que as pessoas não se animem a incendiar pastos e florestas.

“Só de a brigada se movimentar ali, já faz diferença. Além disso, neste ano o estado de Rondônia não emitiu nenhuma autorização de queima. Por isso, sabemos que toda queimada que existe é ilegal”, afirma o chefe do Ibama.

Iberê Thenório
Globo Amazônia

Queimadas agrícolas serão proibidas no Acre a partir de 2012

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A utilização de queimadas nas fazendas do Acre será proibida a partir de 2012. A data foi determinada pela Justiça depois de uma ação proposta pelo Ministério Público. O uso do fogo é tradição entre os pequenos agricultores da região, mas por causa do descontrole e da falta de fiscalização, a prática vem trazendo danos ambientais.

Na Ação Civil Pública, os procuradores alegaram a total complacência dos órgãos públicos com autorizações indevidas para queima e ausência de fiscalização e punição dos infratores que fazem o uso do fogo no Estado.

Para o procurador da Repúlbica Anselmo Cordeiro Lopes, responsável pela ação, não é possível aceitar mais essa situação. “Não há mais espaço para a autorização responsável de queima na floresta amazônica, em especial no Acre, considerando todas as perdas que já ocorreram em razão dessas práticas”, disse.

Pela decisão da Justiça federal, este ano o Instituto de Meio Ambiente do Acre poderá liberar até três hectares de queimadas para a agricultura familiar em cada propriedade. No ano que vem, a área será reduzida para um hectare. Em 2011, a proibição valerá para 13 dos 22 municípios do estado. Esses 13 municípios são os que mais realizam queimadas.

Para Sebastiana Miranda, presidente da Fetacre, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado, o prazo de três anos dado para os produtores se adaptarem as exigências é pequeno. “Hoje se inicia, mas tem que ter todo um planejamento que não vamos conseguir resolver em dois, três ou quatro anos”, disse.

“Eu sou a favor tanto da lei como do produtor rural evitar queimadas. Mas também sou muito a favor que os governos também tenham a responsabilidade de antes de aplicar uma lei dar condições para o produtor rural viver dignamente, com terra, com mecanização agrícola”, disse agricultor Jurivaldo Nascimento Silva.

A ação do Ministério Público se baseou no artigo 225 da Constituição federal e no artigo 27 do Código Florestal. Segundo o secretário do Meio Ambiente do Acre, Eufran Amaral, o Estado não é contra o fim das queimadas e vai acatar a decisão. Mas, por considerar o prazo curto, o governo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça e pede que as medidas passem a valer somente em 2014.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural