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Novo estudo reafirma que o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC

Ecoturismo & Sustentabilidade

Acordo de Copenhague aumentará CO2, diz estudo – Um grupo de pesquisadores da Alemanha acaba de pôr em números algo que todo mundo já sabia: o Acordo de Copenhague é incapaz de manter o aquecimento global em 2ºC, seu objetivo declarado. Na verdade, argumentam, ele pode produzir o efeito inverso: fazer as emissões globais subirem e com elas os termômetros.

Tempo da diplomacia não voa

Ecoturismo & Sustentabilidade


Terminou neste domingo uma reunião em Bonn, na Alemanha, com representantes de 175 países que tentaram dar continuidade às negociações frustradas da Conferência do Clima de Copenhague (COP15), em dezembro passado. Como resultado, só a confirmação de que ainda não será em 2010 que veremos um acordo climático forte. Países desenvolvidos e em desenvolvimento concordaram em se reunir pelo menos duas vezes no segundo semestre deste ano para maiores detalhamentos nas propostas de cada um, a fim de que em novembro, durante a COP16, em Cancún, no México, as chances de sucesso sejam maiores do que o que se viu na Dinamarca.

Países ricos se reúnem este mês nos EUA para discutir clima

Ecoturismo & Sustentabilidade

As 17 principais economias do mundo, responsáveis pela maior parte das emissões de poluentes, se reunirão neste mês em Washington para discutir o clima, anunciou nesta quinta-feira (8) um alto funcionário americano.

Os representantes destes países, que respondem por 80% das emissões consideradas causadoras do aquecimento global, se reunirão na capital americana em 18 e 19 de abril, informou o funcionário, que pediu para que sua identidade seja preservada.

China critica reunião 'panelinha' em Cúpula de Copenhague

Ecoturismo & Sustentabilidade

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, criticou hoje a falta de cooperação de alguns países com a China durante a Cúpula de Copenhague de dezembro de 2009, e contestou as críticas feitas a seu país na questão da mudança climática.

Renúncia de Yvo de Boer traz revés para negociações sobre clima

A inesperada renúncia de Yvo de Boer como principal responsável da ONU para a Mudança Climática representou um forte revés para as negociações sobre a redução das emissões de gases poluentes, em um momento em que, após o fracasso da cúpula de Copenhague, as esperanças estão postas na reunião de Cancún.

"Foi uma decisão difícil, mas acho que chegou o momento de assumir um novo desafio, trabalhando sobre o clima e a sustentabilidade no setor privado e acadêmico", explicou De Boer por meio de um comunicado nesta quinta-feira (18).

Secretário da ONU para o clima Yvo de Boer renuncia

Ecoturismo & Sustentabilidade

O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, renunciou ao cargo para se integrar a um grupo de consultoria, informou o secretariado para clima da ONU nesta quinta-feira (18), dois meses após a fracassada cúpula de Copenhague.

De Boer deixará o posto no dia 1º de julho para se unir à consultoria KPMG, informou a Convenção em comunicado. Filho de diplomata holandês, ele nasceu na Áustria, e lidera a agência desde 2006.

Índia e China resistem a pedido de apoiar acordo de Copenhague

Ecoturismo & Sustentabilidade

A Índia e a China estão resistindo a pedidos de apoiar formalmente o Acordo de Copenhague pela luta contra o aquecimento global. Ele arrisca se desmanchar sem o suporte dos principais emissores.

Os dois países não declararam publicamente se desejam ser listados entre os "associados" do acordo, anunciado depois de uma reunião de líderes de economias emergentes e os Estados Unidos durante a conferência realizada em dezembro do ano passado.

Índia inaugura fórum ambiental com pedido aos países ricos

Ecoturismo & Sustentabilidade

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, pediu nesta sexta-feira (5) aos países ricos que tomem medidas intensas na luta contra a mudança climática, incluindo especialmente maior assistência financeira e técnica aos países pobres para conseguir um acordo internacional satisfatório.

"A falta de consenso global é uma barreira grande para alcançar um acordo. Os países industrializados devem reconhecer claramente seu papel histórico", disse Singh, em Nova Déli.

Acordo de Copenhague recebe confirmações no prazo, mas com metas fracas

Ecoturismo & Sustentabilidade

Os países responsáveis pela maioria das emissões mundiais de gases de efeito estufa reafirmaram suas promessas para o combate às mudanças climáticas ao cumprirem o prazo, neste domingo (31), para a adesão ao "Acordo de Copenhague" de dezembro.

Especialistas afirmam que as metas de reduções de emissões prometidas para até 2020 são muito pequenas até agora para atingirem o objetivo fundamental do acordo, de limitar o aquecimento global a menos de 2 ºC.

Ban Ki-moon diz acreditar em acordo vinculativo global sobre o clima no México

Ecoturismo & Sustentabilidade

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, acredita que a comunidade internacional conseguirá chegar a um acordo legalmente vinculativo a respeito da mudança climática na reunião sobre o tema que acontece no fim do ano no México.

Fiasco em Copenhague acirra conflitos em áreas de floresta

Ecoturismo & Sustentabilidade

A falha da COP-15 (a conferência do clima de Copenhague, em dezembro) em produzir um tratado com força legal pode contribuir para aumento da violência, corrupção e especulação fundiária em áreas de floresta.

Segundo um novo estudo, as lacunas jurídicas deixadas pelo fiasco nas negociações para redução de gases do efeito estufa dão margem a uma disputa pelo dinheiro destinado a projetos ambientais.

Emissões de gases devem ser contidas em um prazo de 40 anos, diz estudo

Ecoturismo & Sustentabilidade

Os dirigentes governamentais deverão fazer todo o possível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa durante os próximos 40 anos para evitar que cheguemos a um ponto sem retorno a longo prazo, segundo um estudo publicado por cientistas norte-americanos e europeus na revista "PNAS".

Os pesquisadores examinaram, com a ajuda de um modelo informatizado, como os diferentes níveis de emissões de gases de efeito estufa em 2050 poderão impedir que se alcance o objetivo de limitar a alta da temperatura terrestre a 2ºC ou 3ºC acima da média da era pré-industrial.

Na cúpula da ONU de Copenhague, realizada em dezembro, os países concluíram um acordo de teor mínimo a respeito e destacaram a necessidade de limitar o aumento da temperatura do planeta em dois graus, mas os meios para conseguir isso ficaram vagos.

O estudo define os limites críticos que, se superados em 2050, impedirão que se alcance os objetivos de variação máxima de temperatura no final do século com as tecnologias energéticas atuais.

Entre os cenários contemplados pelos especialistas, o da continuidade sem uma verdadeira política climática mostra que seria necessário reduzir as emissões de gases-estufa em cerca de 20% em relação ao nível de 2000 para conter em 2ºC a alta da temperatura do planeta até o final do século.

Segundo um segundo cenário no qual a demanda de energia e de terras de cultivo aumentaria mais rapidamente, seria necessária uma redução das emissões em 50%.

Os autores do informe concluem que tal redução seria quase impossível com as fontes de energia conhecidas.

France Presse

2009. O ano antes do caos


Um jornalista entrevista um velho homem, para o telejornal de rede nacional. Com rosto transtornado e cabelos molhados pela chuva que acabou de cair. O homem vê toda a sua vida transmitida na tela do subconsciente enquanto responde ao jornalista durante poucos segundos. No plano da imagem, apenas se vê o microfone segurado pelo braço estendido do jornalista e um rosto com sofrimento estampado. -“Uma vida inteira de trabalho e construção, e em meia hora perco tudo, meu Deus!”. Choro soluçante sucede a cena.

O parágrafo anterior poderia ser fruto de uma imaginação criativa. Poderia, caso isso não fosse como uma repetição de atos cênicos, mudando-se apenas os atores e o cenário, hora litoral, hora montanha, hora norte, hora sul. No último ano, as pessoas se acostumaram a acompanhar constantemente histórias como essa.

O ano de 2010 chegou e sempre é assim. Em todas as viradas de ano, os meios de veiculação de notícias como sites, programas de televisão e imprensa escrita sempre fazem a retrospectiva do ano que passou, já é uma tradição.

Para não fugir a regra, há de se tentar fazer uma retrospectiva aqui também, lembrando os mais importantes e comentados acontecimentos que marcaram o ano passado, sobretudo no contexto da ecologia e sustentabilidade do planeta, não tanto como uma cobertura jornalística do ano, mas como uma chamada à reflexão dos acontecimentos e o seu impacto para o futuro.

O ano de 2009, foi com certeza o ano do clima, tanto no que marcou tragicamente, com as várias faces e maneiras de que os fatores climáticos possam se manifestar, como também as ações e tentativas de que mobilizassem a consciência global contra o avanço do tal aquecimento global e suas mazelas.

Já no mês de Março, promovida pelo WWF, a Hora do Planeta, leva 88 cidades de 37 países do mundo a apagarem as luzes de seus principais monumentos por uma hora, um ato em protesto contra o aquecimento global. Muitos cidadãos, motivados pela divulgação da internet, também aderiram ao movimento apagando as luzes de suas residências. A hora do planeta 2010 já está marcada e deverá acontecer no dia 27 de março, sábado, entre as 20:30 e 21:30 horas, onde novamente diversos ícones do país deverão ter sua iluminação desligada por 1 hora, segundo o site do WWF Brasil.

Chegando em 30 de agosto, o PV (Partido Verde) festeja a filiação da Senadora do Acre, Marina Silva em São Paulo. Ela saiu do PT (Partido dos Trabalhadores) para se candidatar à Presidência em 2010, levantando uma política verde para o país.

Em Outubro, a cidade de Copenhague, Dinamarca, já era foco de notícia com grande repercussão, por ter sido lá a eleição da cidade sede para as olimpíadas do ano 2016. O Rio de Janeiro ganhou da cidade de Madri na escolha do Comitê olímpico internacional. Com esse resultado, a cidade do Rio será pioneira na América do Sul ao ser sede de uma Olimpíada. A expectativa é que dentre outras áreas da economia, o turismo seja melhor estruturado sendo que acima de tudo, esta estrutura seja rigorosamente sustentável. Na era das redes sociais, muitos lançaram através do Twitter, piadas e comentários sobre o legado da realização destas, e sobre as referidas olimpíadas acontecerem após o cataclismo de 2012.

O mês de outubro viu nascer o blog e a revista online ECOTURISMO e SUSTENTABILIDADE. Com uma proposta moderna e eco-consciente, recebeu quase 800 leitores no primeiro mês de nascimento.

No mês de dezembro, Copenhague continuou sendo foco das atenções, desta vez com a realização da COP15 - Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Com certo atraso e exibição de um filme, Conferência do Clima foi aberta e ao final do evento, temperado por muitos protestos, não se alcançou um acordo que o mundo esperava, chegando-se a um acordo mínimo, apontado pelos críticos, como uma tentativa de não “passar em branco”.

No ultimo dia de Dezembro, chuvas, enchentes, deslizamentos e um jornalista entrevistando um velho homem, para o telejornal de rede nacional, com rosto transtornado e cabelos molhados pela chuva que acabou de cair. O homem vê toda a sua vida transmitida na tela do subconsciente enquanto responde ao jornalista durante poucos segundos. No plano da imagem, apenas se vê o microfone segurado pelo braço estendido do jornalista e um rosto com sofrimento estampado. -“Uma vida inteira de trabalho e construção, e em meia hora perco tudo, meu Deus!”. Choro soluçante sucede a cena.

Que 2010 não seja o caos!

Hawston Pedrosa

Papa diz que "fracasso" em tratado climático arrisca paz mundial

Ecoturismo & Sustentabilidade

O papa Bento 16, nesta segunda-feira (11), denunciou o "fracasso" do mês passado, na conferência de Copenhague, na obtenção de um novo tratado climático.De acordo com o papa, a paz mundial depende de "cuidar da criação de Deus".

Ele fez as declarações durante discurso anual a embaixadores credenciados pelo Vaticano, em ocasião voltada para destacar o que deve ser enfatizado pelo corpo diplomático desse Estado.

Bento 16 tem sido chamado de "papa verde" por frequentemente expressar preocupações sobre proteção ambiental, temática sobre a qual refletiu em suas encíclicas, viagens ao exterior, e recentemente em sua mensagem de paz anual, no 1º dia do ano.

Sob o olhar do papa, o Vaticano instalou células fotovoltaicas em seu auditório principal para converter energia solar em eletricidade e se juntou a um projeto de reflorestamento buscando cortar emissões de CO2.

Para o pontífice, é uma questão moral: a Igreja ensina que o ser humano precisa respeitar a "criação de Deus" porque ela é destinada para o benefício do futuro da humanidade.

Resistências

Deste modo, ele criticou a "resistência política e econômica" para lutar contra a degradação ambiental, exemplificada nas negociações para obter um tratado que sucedesse o Protocolo de Kyoto, de 1997.

"Confio que, durante o curso deste ano [...] será possível alcançar um acordo para efetivamente lidar com esta questão", disse Bento 16.

Ele não nomeou os países culpados por fraudar as negociações, mas ele listou como vítimas nações-ilhas que sofrem riscos com o aumento do nível do mar e a África, onde a batalha por recursos naturais, aumento da desertificação e a exploração desenfreada da terra já teriam resultado em guerras.

No entanto, o papa reiterou sua oposição às teorias que defendem o controle de natalidade como forma de combater a mudança climática. Bento 16 disse que não se deve "contrapor a salvaguarda do ambiente à da vida humana, inclusive à da vida antes do nascimento".

Ele também afirmou que o planeta "pode suficientemente nutrir todos os seus habitantes".

Folha Online

Ativistas libertados do Greenpeace denunciam repressão contra sociedade civil

Os quatro ativistas do Greenpeace libertados em Copenhague, entre eles o diretor da organização na Espanha, Juan López de Uralde, criticaram hoje a "repressão" da Polícia dinamarquesa sobre as organizações sociais durante a recente conferência climática.

Em entrevista coletiva concedida a bordo da embarcação da organização ambientalista, "Rainbow Warrior", López de Uralde destacou que o tratamento recebido pelos quatro ambientalistas durante seus 20 dias de prisão preventiva foi "inutilmente cruel".

Ele denunciou a falta de comunicação pela qual passaram, até serem postos em liberdade ontem, e ressaltou que as medidas adotadas contra os quatro membros do Greenpeace foram "absolutamente desproporcionais" em relação às infrações cometidas.

López de Uralde e outros dois ativistas foram detidos em 17 de dezembro, depois de entrarem como penetras no jantar de gala oferecido pela rainha Margrethe da Dinamarca aos chefes de Estado e de Governo e exigirem um acordo ambicioso contra a mudança climática. Um quarto ativista foi detido dias depois.

López de Uralde e seus três colegas - a norueguesa Nora Christiansen, o suíço Christian Schmutz e o holandês Joris Thijssen - foram postos em liberdade na quarta-feira. Sobre eles, pesam as acusações de invasão de domicílio, falsificação de documentos, entre outros.

O diretor do Greenpeace na Espanha disse que está "muito tranquilo" quanto ao futuro processo judicial, ainda sem data definida, embora a pena possa chegar até seis anos de prisão.

O diretor do Greenpeace Internacional, o sul-africano Kumi Naidoo, criticou o rigor da atuação policial e sustentou que, em protestos semelhantes realizados nos últimos meses, em Bruxelas ou Barcelona, os ativistas passaram no máximo três dias na prisão.

Naidoo disse que a "história julgará quem foram os criminosos na cúpula de Copenhague" e disse que serão os líderes mundiais, que "fracassaram" em alcançar um acordo contra a mudança climática, e não os quatro ativistas do Greenpeace.

Ele explicou que o Greenpeace entrou em contato com o Instituto Dinamarquês de Direitos Humanos para "tratar da questão" da detenção, mas insistiu em que isso "não deve desviar a atenção" e reivindicou aos Governos que cheguem a um acordo que "salve o futuro".

Agência EFE

Morales convoca conferência na Bolívia para compensar "fracasso" de Copenhague

Ecoturismo & Sustentabilidade

O presidente boliviano Evo Morales convocou nesta terça-feira (5) governantes, cientistas e movimentos sociais para uma conferência climática a ser realizada em 20 de abril, na cidade boliviana de Cochabamba, região central do país.

Segundo Morales, é necessário "analisar as causas estruturais e propor medidas de fundo em harmonia com a natureza" para resolver o problema que aflige o planeta.

O presidente, no entanto, não informou quais serão os participantes do encontro que busca compensar o "fracasso da cúpula de Copenhague" (COP15), realizada de 7 a 19 de dezembro passado.

O cúpula "substituta" leva o nome de Conferência Mundial dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra.

O presidente socialista reiterou suas críticas ao capitalismo e o ratificou como o principal causador das mudanças climáticas, como já havia denunciado na COP15.

France Presse

Encontro de Copenhague foi positivo e sem fracasso, avaliam Lula e ONU

Ecoturismo & Sustentabilidade

Depois de líderes internacionais classificarem de "fracasso" a Cúpula das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Copenhague no início deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, afirmaram nesta segunda-feira (28) que o encontro foi positivo.

Em conversa por telefone que durou cerca de dez minutos, Lula e Ban Ki-mon admitiram que a cúpula não terminou com o progresso esperado, mas avaliaram que não houve fracasso durante a reunião.

Os dois trocaram opiniões sobre a cúpula e questões climáticas. Na conversa, Lula reiterou que a ONU é o foro apropriado para que a discussão das mudanças climáticas seja tratada institucionalmente. O telefonema, que ocorreu por iniciativa de Ban Ki-moon, foi o primeiro contato entre Lula e o secretário-geral da ONU depois da cúpula de Copenhague.

Após o encontro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, qualificou de "justificada" a decepção com o resultado da conferência sobre o clima em Copenhague. Já o ministro do Meio Ambiente sueco, Andreas Calgren, cujo país ocupa a presidência de turno da União Europeia (UE) até o final do ano, qualificou de "desastre e grande fracasso" a COP-15.

O sueco disse que a UE começará a explorar "alternativas de trabalho", já que, após dois anos de intensas negociações internacionais, a COP-15 "foi um grande fracasso, com o qual temos que aprender".

Lula, por sua vez, responsabilizou na semana passada os países europeus pela falta de um acordo com metas mais ousadas na cúpula do clima de Copenhague. Segundo Lula, a União Europeia se escondeu atrás de uma possível proposta norte-americana para que o protocolo de Kyoto não fosse cumprido.

O presidente disse que pensou em abandonar a conferência, mas esperou pelo posicionamento do governo norte-americano. Apesar das críticas, Lula disse que o quase-acordo foi o melhor resultado possível e que aguarda que na conferência no México, as metas sejam mais claras.

A 15ª Conferência da Mudança do Clima da ONU (COP-15) terminou dia 18 de dezembro, em Copenhague, sem alcançar um acordo que obrigue os países a cumprirem metas de redução de gases. O objetivo do encontro era fechar um acordo para suceder o Protocolo de Kyoto, que foi assinado em 1997 e regula as emissões de gases do efeito estufa para 37 países industrializados, e cuja primeira parte expira em 2012.

Folha Online

Lula lamenta falta de acordo na COP-15 e mantém esperança para COP-16


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta segunda-feira (21), durante o tradicional café da manhã de final de ano com os jornalistas, o resultado da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15) e a falta de acordo entre os países. Contudo, ele disse que espera um acordo para a COP 16 , que será realizada na Cidade do México, capital mexicana, em 2010.

“Não houve acordo porque os países ricos ficaram muito presos à posição dos Estados Unidos, que tinha uma meta que nem foi aprovada pelo Congresso ainda. Eles também não estavam dispostos a financiar os esforços dos países em desenvolvimento. Quando se fala em R$ 10 bilhões divididos por 33 países [nações desenvolvidas] é muito pouco. Esse é o recurso que eles falam até 2012. Quando eles falam nos R$ 100 bilhões para 2020 estão falando em captar no mercado, quem garante que o mercado vai querer contribuir... Então não há garantias que esse dinheiro existirá”, lamentou Lula.

Mesmo assim, ele disse que o resultado foi até “melhor que o esperado” quando começou a conferência. “Eu espero que na COP 16, no México, cheguemos a um acordo. Eu acho possível”, disse o presidente depois de relatar parte das negociações que manteve em Copenhague, na Dinamarca, onde não houve acordo entre os países.

Lula disse ainda que não ficou frustrado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama, nas negociações e disse que é otimista em relação ao presidente norte-americano. “Eu sou otimista. Acho que ele ainda será uma bela surpresa."

Brasil
Lula disse que o Brasil financiará todas as ações que planejou para atender a meta de redução de emissão de CO2, mesmo sem recursos externos. “Nós vamos manter e cumprir nossas metas. Vamos gastar cerca de R$ 16 bilhões por ano para fazer esse esforço”, disse.

Globo.com

Presidente do IPCC destaca participação do Brasil na COP-15

Ecoturismo & Sustentabilidade

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o indiano Rajendra Pachauri, destacou nesta quarta-feira a participação do Brasil e de outros países emergentes na conferência sobre o clima realizada em Copenhague (COP-15). Na opinião de Pachauri, um dos maiores destaques da cúpula foi a coordenação das nações do grupo Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China).

Segundo o indiano, em Copenhague ficou claro que qualquer acordo futuro sobre o meio ambiente terá que levar estes países em consideração. Do ponto de vista político, é "muito significativa" a emergência do grupo Basic, afirmou o presidente do IPCC. Em uma entrevista concedida no Instituto de Energia e Recursos, entidade que dirige, Pachauri disse ainda que a cúpula de Copenhague foi "polêmica" e poderia ter sido mais bem-sucedida.

"Esta foi uma reunião muito polêmica porque claramente havia muitas divisões, muitos pontos de vista e perspectivas", declarou. Para o representante da ONU para a mudança climática, a conferência poderia ter terminado com um acordo mais ambicioso.

Porém, destacou, até o último dia do encontro os participantes não sabiam se conseguiriam chegar a um consenso sobre um documento final.

Com base nisso, Pachauri declarou que o acordo de Copenhague representa um "marco", a partir do qual será possível edificar um pacto que, "com sorte, vai incorporar compromissos específicos de redução das emissões e outros aspectos sublinhados, particularmente, pelos países desenvolvidos".

O indiano também apontou como outra grande conquista da cúpula o fato de os mais de 100 líderes mundiais presentes terem admitido que a mudança climática é um dos "grandes desafios da atualidade".

COP-15
A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada entre 7 e 18 de dezembro, teve a participação de 192 países que se reuniram em Copenhague, na Dinamarca, para a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima, a COP-15. O objetivo principal do evento era o de traçar um acordo global para definir o que será feito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa após 2012, quando termina o primeiro período de compromisso do Protocolo de Kyoto.

Agência EFE

Sarkozy quer reunião sobre clima em Paris em janeiro de 2010

Ecoturismo & Sustentabilidade

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, quer realizar no ano que vem em Paris discussões sobre cortes nas emissões globais de carbono, tema tratado recentemente na conferência climática de Copenhague, disseram grupos ambientalistas nesta terça-feira.

Sarkozy recebeu representantes de diversas entidades para discutir a conferência de Copenhague, que aconteceu de 7 a 19 de dezembro e terminou com uma declaração sem efeito prático, muito aquém das ambições da França e de outros países. Em nota, o gabinete presidencial francês disse apenas que Sarkozy, durante seu almoço com as ONGs, "evocou as condições da mobilização que a França pretendia realizar nos próximos meses".

Arnaud Gossement, porta-voz da entidade France Nature Environnement, disse após o encontro que o presidente anunciou planos para realizar no final de janeiro em Paris uma reunião à qual seriam convidados os países que abrigam as quatro maiores bacias florestais do mundo. Ele também pretende convidar os 28 países que assinaram o acordo final de Copenhague para uma reunião em abril ou maio.

O objetivo do evento seria "implementar o objetivo de 50% até 2050", disse Gossement, referindo-se à meta da União Europeia de reduzir pela metade até 2050 as suas emissões de gases-estufa, em relação aos níveis de 1990. Mas ele acrescentou que nem todos os 28 países devem participar do encontro. "Ele não prevê que China ou Arábia Saudita participem da reunião", afirmou Gossement.

Uma autoridade chinesa disse nesta semana que Pequim tratará as negociações de um novo tratado climático global, a ser definido em 2010, como uma luta sobre o "direito a se desenvolver", o que prenuncia mais negociações complicadas depois da cúpula de Copenhague.

Reuters