Crescimento sustentável é possível já no próximo ano, diz industrial

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O Brasil termina 2009 preparado para estabelecer uma base de crescimento sustentável no próximo ano. A perspectiva é do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

"De como começou a ano, com crise, [o resultado conseguido neste fim de ano] só pode ser positivo", disse --lembrando que a expectativa não era nada boa.

Ele lembrou que 2009 chegou com os analistas prevendo uma situação caótica na economia mundial, com reflexo no Brasil. As consequências, porém, não foram tão graves como se imaginou e consequentemente os problemas foram amenizados no Brasil.

O empresário, no entanto, acredita que mesmo diante das dificuldades provocadas pela crise, o país preparou o ambiente para que sejam estabelecidas as bases de um crescimento sustentável do ano que vem em diante.

Godoy alerta, porém, para os problemas na área de infraestrutura. De acordo com ele, nesta base de crescimento um dos problemas que terão que ser resolvidos é a agilização dos investimentos em infraestrutura. "Isso está impedindo que deslanchemos a economia de uma forma definitiva", reclamou.

Outro problema é a competição com a China pela importância que o gigante asiático tem em diversos setores, principalmente no industrial, e o volume das vendas chinesas ao Brasil, que tem crescido cada vez mais.

Para Godoy, é preciso adotar medidas que resolvam isso, além de compensar o desequilíbrio do câmbio, outro problema que o Brasil terá que resolver com a forte valorização do real frente ao dólar.

"Então, são medidas que nós temos que fazer para compensar esse desequilíbrio no câmbio que nós temos aqui. Investimento em logística, diminuição de custo tributário, enfim diminuição do custo Brasil para poder equilibrar esse jogo".

Mesmo com a reclamação, o Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior informou que as exportações até novembro para a China cresceram este ano 20%. Enquanto as importações caíram 22,74% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Agência Brasil
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