Paul McCartney pede menor consumo de carne para controlar mudança climática

Ecoturismo & Sustentabilidade

O ex-Beatle Paul McCartney disse nesta quinta-feira no Parlamento Europeu que não comer carne um dia por semana é a atitude individual mais eficaz para frear a mudança climática.

"Não é tão difícil, eu garanto", afirmou o músico, que discursou junto ao presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o cientista indiano Rajendra Pachauri, na conferência "Less Meat = Less Heat" ("menos carne = menos calor", em tradução livre).

Conhecido vegetariano e ativista meio ambiental, Paul interrompeu sua turnê europeia para defender a dieta vegetariana diante dos muitos presentes a sua visita ao Parlamento Europeu, que o receberam de pé e com uma grande salva de palmas.

Em seu discurso, o ex-Beatle lembrou que decidiu se unir à causa de um dia por semana sem carne depois de ler um relatório das Nações Unidas publicado em 2006.

Entre outros dados, o documento revelava que a produção de carne emite 18% dos gases do efeito estufa - mais até que o transporte, com 13% - e, além disso, é em grande parte responsável pelo desmatamento e pela escassez de água no planeta.

"Produzir um hambúrguer consome a mesma quantidade de água que um banho de quatro horas", afirmou o músico de Liverpool.

Algumas cidades já adotaram esta iniciativa, como Gent (Bélgica) ou Baltimore (Estados Unidos), onde os refeitórios escolares não servem carne uma vez por semana.

McCartney também dedicou parte de seu discurso aos milhares de agricultores que ganham a vida com a criação de gado, para os quais pediu a ajuda dos Governos na adaptação para novas práticas mais amistosas com o meio ambiente.

Já Pachauri explicou que uma política alimentar sustentável, com uma redução do consumo de carne, surgiu nos últimos anos como uma das medidas mais eficazes para deter o aquecimento global.

O cientista indiano lembrou diversos dados alarmantes sobre o assunto, por exemplo, que 70% dos trechos desmatados da Floresta Amazônica a cada ano são usados para pastos ou que são necessários dez quilos de cereais na alimentação das cabeças de gado para produzir um quilo de carne bovina.

"A maior parte da produção vegetal se destina a alimentar gado. Se não fosse assim, os cereais poderiam ser usados para satisfazer a fome dos pobres", disse Pachauri.

Folha de São Paulo
1 Response
  1. Olá,

    Faça uma visita ao nosso blog e entenda melhor a atual situação do Parque Estadual do Rio Doce. Maior Reserva de Mata Atlântica de Minas Gerais.

    Atenciosamente,

    http://parqueriodoce.blogspot.com/