Premiê chinês fala com Lula sobre cooperação em Copenhague

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O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao conversou por telefone com o presidente Luis Inácio Lula da Silva e ambos concordaram e cooperar quanto à questão da mudança climática, apesar das divergências surgidas na conferência de Copenhague (COP-15), informaram nesta quinta-feira (10) os meios de comunicação chineses.

Wen, que assistirá à conferência, falou por telefone em separado com Lula e também com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, informou a agência Nova China.

"Os três líderes expressaram o desejo de reforçar sua coordenação e cooperação para fazer frente à mudança climática", indica o comunicado oficial.

A ligação aconteceu um dia depois que surgiram divergências entre as grandes nações emergentes, depois que Tuvalu, um pequeno arquipélago de nove atóis de coral e 11.000 habitantes no Pacífico Sul, surpreendeu ao pedir em Copenhague que grandes nações emergentes como Brasil, China e Índia aceitem compromissos vinculantes no futuro acordo contra o aquecimento global, que deve substituir o Protocolo de Kyoto.

Divergências
Mais cedo, a China negou nesta quinta-feira que existam divergências entre os países em desenvolvimento que participam na Conferência de Copenhague.

"Qualquer pretensão de pedir que os países em desenvolvimento assumam obrigações forçosas é incompatível com o consenso já alcançado pela comunidade internacional", afirmou Duan Jielong, alto funcionário do ministério das Relações Exteriores.

O Protocolo afirma que os países em desenvolvimento estão isentos de assumir metas vinculantes de redução das emissões de gás carbônico.

Segundo Taukiei Kitara, o delegado de Tuvalu em Copenhague, o pedido de seu país foi apoiado por outros pequenos Estados insulares particularmente ameaçados pelo aquecimento global, pelo grupo de Países Menos Avançados (PMA) e pela Costa Rica.

Mas foi rejeitado por Brasil, China, Índia e Arábia Saudita.

A proposta de Tuvalu evidenciou pela primeira vez a existência de discrepâncias no G77, uma coalizão de quase 130 países em desenvolvimento.

Folha de São Paulo
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