Mostrando postagens com marcador Mata Atlântica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mata Atlântica. Mostrar todas as postagens

WWF-Brasil, Greenpeace e SOS Mata Atlântica convidam jornalistas para o workshop sobre Código Florestal

Ecoturismo & Sustentabilidade

O Código Florestal (Lei 4.771/65) é um dos mais importantes pilares para a conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos brasileiros e para uma agricultura sustentável. Mesmo assim, estão em trâmite no Congresso Nacional propostas para desfigurá-lo.

Programa convoca sociedade para preservar a água

Ecoturismo & Sustentabilidade

A região da Grande São Paulo, incluindo cidades do entorno como Jundiaí, Itu, Campinas, é considerada pelas Nações Unidas uma eminente área de conflito no Brasil por falta de água, sendo comparada ao sertão nordestino. Quem reforça este alerta é Malu Ribeiro, gestora ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica, ao explicar que o problema não é por escassez do recurso, mas sim pela quantidade de habitantes e a disponibilidade de água limpa nos rios e efluentes da região. "Cada gota é disputada por todos, indústrias e cidadãos", conta Malu.

As reservas que se cuidem

Ecoturismo & Sustentabilidade

O presidente Lula sancionou nesta semana o decreto 7.154/2010 (clique para ler), que vai abrir de vez as portas das áreas protegidas brasileiras à Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Agora, poderão ser autorizados estudos de potencial hidrelétrico no interior de todas as unidades de conservação. E no caso das de uso sustentável, como reservas extrativistas, a instalação de sistemas de transmissão e distribuição de energia poderá ser, de cara, concedida. A determinação servirá para sacramentar em especial os interesses de construção de hidrelétricas previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) que têm sido ‘atrapalhadas’ por unidades de conservação em seu caminho. Exemplos não faltam.

Rio quer proteger 2016 nascentes em propriedade rurais até as Olimpíadas

Ecoturismo & Sustentabilidade

O governo fluminense estipulou como meta chegar às Olimpíadas do Rio com 2016 nascentes protegidas em propriedades rurais familiares em todo o estado. Para isso, o secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Christino Áureo, lançou, no dia 29/03, campanha destinada aos agricultores familiares que participam do programa Rio Rural, visando a aumentar o volume de água nas microbacias hidrográficas, bem como sua preservação.

Expedição vai investigar menor espécie de tamanduá do mundo

Espécie mede 20 cm, sem considerar a cauda              
Um grupo de pesquisadores embarca para a Amazônia no dia 17 de março em busca de novas informações sobre a menor espécie de tamanduá do mundo, a Cyclopes didactylus. Conhecido como tamanduaí, o animal ainda foi pouco estudado, mas sabe-se que tem peso médio de 300 gramas e mede cerca de 20 centímetros, descontando o tamanho da cauda, que pode ter o mesmo comprimento.

A maior espécie existente é o tamanduá-bandeira, que pode pesar 50 kg e medir até 2 metros, contando a cauda, e está ameaçada de extinção, segundo o Ibama.

Depois de interdição, Caverna do Diabo ganha plano para regularizar turismo

Caverna do Diabo                                                      
O Parque Estadual Caverna do Diabo, localizado na cidade de Eldorado (243 km de São Paulo), inaugurou na sexta-feira (5) novas dependências, como um centro de visitantes, restaurantes, estacionamento e um projeto paisagístico. O valor das melhorias, segundo o governo do Estado de São Paulo, é de R$ 4 milhões.

A reforma também inclui o novo projeto de iluminação da Caverna do Diabo e capacitação de monitores, empresas e empreendedores para atender o potencial turístico da região. As medidas foram tomadas após o Ibama ter interditado, em abril de 2008, todas as cavernas do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira) pela falta do plano de manejo espeleológico -- documento técnico que orienta o uso do patrimônio natural para a sua conservação.

WeForest: árvores são a solução para todos os problemas

O aquecimento global, a produção alimentar insuficiente, a escassez de água potável e a pobreza são quatro dos grandes problemas que ameaçam a humanidade. E se todos pudessem ser resolvidos, ao mesmo tempo, com apenas uma ação, que nem é tão mirabolante assim?

Limpeza na Ilha Porchat acontece neste Sábado

A Ilha Porchat está doente, por isso, neste final de semana será organizada a 14ª Ação Voluntária EcoFaxina - Ilha Porchat, a primeira ação de limpeza do Instituto EcoFaxina em 2010.

O evento será realizado dia 20/02, Sábado, no final da Alameda Paulo Barbosa, altura do número 901, próximo ao Edifício Seven Seas, a partir das 9 horas.

Esta Ação Voluntária terá como foco a limpeza de parte da encosta e costão rochoso da ilha, chamando a atenção também para um problema que vem sendo agravado pelo acúmulo de lixo: erosões e deslizamentos na encosta que estão levando muito sedimento para as rochas, prejudicando principalmente a fauna séssil e trazendo riscos eminentes para as construções próximas. Tal fato vem ocorrendo pela falta de engenharia para o escoamento de águas pluviais proveniente de vias públicas e sendo agravado pela alteração na permeabilidade natural do solo devido a grande quantidade de lixo na encosta da ilha.

Juréia: futuro incerto

Segundo maior maciço preservado de Mata Atlântica do estado de São Paulo, logo atrás da Serra do Mar, a região da Juréia-Itatins está no centro de novos debates envolvendo áreas protegidas e populações em seu interior. Audiências públicas realizadas na última semana, em Peruíbe e Iguape, jogaram na mesa de negociações propostas oficiais e de associações de moradores para dar nova forma ao conjunto de áreas protegidas que cobrirá mais de cem mil hectares, do litoral às montanhas.

Minc e Tarso propõem fundo ambiental de R$ 500 milhões

Ecoturismo & Sustentabilidade

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o da Justiça, Tarso Genro, assinaram nesta terça-feira (9) um projeto de lei que criaria o Fundo de Proteção Ambiental.

Com recursos de multas e de outros fundos (como o de mudança climática e de segurança pública), ele será usado para apoiar polícias estaduais e órgãos ambientais no combate ao desmatamento na Amazônia, cerrado e caatinga.

Devastação na Mata Atlântica

O colunista de O Eco e fundador do Instituto Rã-Bugio, Germano Woehl Jr, nos enviou uma denúncia de desmatamento nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Autor do blog "O Defensor da Natureza", Germano registrou em fotos do dia 19 de janeiro a derrubada feita em área de preservação permanente.

"Descobri que a proprietária reside em São Paulo e está realizando investimentos em reflorestamento de pinus e eucalipto nas áreas de APP nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC)". diz Germano.

Recém-achada, árvore da mata atlântica corre risco

Ecoturismo & Sustentabilidade

A planta acaba de ser batizada oficialmente (com o nome latino de Symplocos atlantica) e ganhou até um apelido mais popular, o de azeitoninha-das-nuvens, por causa dos frutos pretos. A certidão de nascimento da árvore para a comunidade científica, no entanto, já vem acompanhada de um rótulo nem um pouco invejável: o de ameaçada de extinção.

Isso porque os especialistas detectaram a nova espécie na chamada floresta nebular, uma subdivisão da mata atlântica que cresce nas alturas, a partir de 1.100 metros acima do nível do mar. Como o nome da formação indica, a floresta nebular está relacionada à presença constante de nuvens --as quais correm o risco de migrar para altitudes bem maiores com o avanço do aquecimento global.

E isso ameaça tanto a Symplocos atlantica quanto as demais espécies únicas da floresta nebular, afirma o biólogo Ricardo Bertoncello, um dos autores da descrição da planta na publicação científica "Harvard Papers in Botany".

Bertoncello chegou à azeitoninha-das-nuvens durante seu mestrado na Unicamp, cujo objetivo era justamente ajudar a entender como a comunidade de plantas se modificava morro acima na mata atlântica.

"Logo nas primeiras idas a campo eu percebi que se tratava de algo diferente. Era o esperado, porque a floresta nebular é cheia de endemismos [espécies que só ocorrem ali] e pouco estudada. É só chacoalhar a mata que caem espécies novas", brinca.

Olho clínico
Após coletar frutos e flores da árvore, o biólogo pediu a ajuda de João Luiz Aranha, especialista na família à qual a possível nova espécie claramente pertencia. Aranha, que também assina a descrição da planta, confirmou que se tratava de um vegetal desconhecido. Até agora, só foram encontradas árvores em Ubatuba (SP) e Parati (RJ), crescendo entre 1.000 m e 1.270 m de altitude, e com altura variando entre um metro (quase um arbusto) e 9 m.

O trabalho de Bertoncello também dá pistas sobre como a trajetória evolutiva da floresta nebular é única. O conjunto de espécies, por exemplo, apresenta só 18% de sobreposição com árvores que estão meros 150 metros morro abaixo. "A similaridade é maior com plantas que ocorrem em situações semelhantes em outros Estados do que com as que estão ali do lado", conta o biólogo.

Isso provavelmente sugere que a vegetação cobria uma área mais extensa e contínua durante a Era do Gelo (que terminou há cerca de 10 mil anos), quando as condições eram mais frias e úmidas. Com o aumento da temperatura, a conexão sumiu. "Na prática, é como se fossem ilhas de floresta nebular."

Curiosamente, apesar da presença das nuvens, esse tipo de mata tem aspecto retorcido e árvores de casca grossa, que lembram um pouco ecossistemas mais secos, como o cerrado. Uma explicação possível é a relativa escassez de nutrientes.

Folha de São Paulo

Uma viagem ao passado na Costa da Mata Atlântica

Ecoturismo & Sustentabilidade

Tão rica em história quanto em praias convidativas, a região atualmente intitulada Costa da Mata Atlântica, a nova Baixada Santista, no litoral paulista, oferece aos visitantes atrativos únicos que permitem um resgate das "raízes". Composto pelos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, o circuito turístico exibe em meio à paisagem natural e modernas edificações alguns dos principais marcos históricos e culturais do Brasil.

Conhecida como berço da democracia nacional, São Vicente foi a primeira vila brasileira e abrigou as primeiras eleições populares das Américas e a primeira Câmara de Vereadores. A cidade traz entre suas atrações uma memorável viagem no tempo com o Parque Cultural Vila de São Vicente. Lá está reproduzido o modo de vida do início da colonização do Brasil.

Ainda há a Biquinha do Padre Anchieta, construída em 1553 com a vinda dos jesuítas e cuja lenda conta que a água do local é milagrosa e pode curar enfermidades. Além disso, os visitantes podem conhecer a antiga Fortaleza de Pedra que serviu de morada para o navegador português Martim Afonso, durante suas expedições. Município vizinho, Praia Grande exibe por três quilômetros a centenária Fortaleza de Itaipu, fundada para proteger o estuário do Porto de Santos. O marco da engenharia militar oferece exuberante vista da Mata Atlântica.

Já Mongaguá, que vem logo na seqüência, tem destaque para a fé, que é retratada na imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada no mirante do Morro dos Macacos. Ao contar a história do município é preciso fazer uma referência, ainda que breve, ao "Hotel Clube Marinho". Durante muitos anos o prédio foi a única hospedaria e bar entre São Vicente e Itanhaém, tornando-se centro de convergência de famílias que buscavam um recanto encantador. Políticos, homens de negócios, banqueiros e boêmios também se hospedaram no Hotel Clube Marinho, que teve como um de seus mais ilustres hóspedes, o imortal Ruy Barbosa.

Aliás, Itanhaém é um importante ponto para os amantes da história. Palco de lutas e batalhas desde a época de sua Capitania Hereditária, a cidade é a segunda vila mais antiga do País e registra momentos de pura arte por meio das obras de seu filho mais ilustre, o pintor Benedicto Calixto. Um dos pontos turísticos mais visitados da cidade é a Cama de Anchieta, uma formação rochosa encravada entre o costão da Praia dos Sonhos e o mar. Segundo a lenda, o beato José de Anchieta, em suas peregrinações por Conceição de Itanhaém, costumava descansar e obter inspiração para as suas anotações, que, naturalmente, devem ter servido de direção para o poema de Virgem. O acesso é feito por trilhas entre as rochas. Observe-se que as pedras são escorregadias e o passeio deverá ser feito com cuidado.

A próxima cidade para quem segue a revitalizada rodovia Padre Manoel da Nóbrega - recentemente duplicada - Peruíbe reserva surpresas. Além de inúmeras belezas naturais, espalhadas por suas praias, rios e montanhas, município abriga sítios arqueológicos, como sambaquis, e as ruínas de uma igreja jesuíta do século XVI, as Ruinas do Abarebebê. Na zona rural, também se encontram rios, cachoeiras e pesqueiros.

Outro destino crucial para se desvendar um pouco da nossa história e para quem quer se aventurar em terras indígenas é Bertioga, onde é possível retornar às raízes com uma visita aos índios guaranis que estão na Aldeia Rio Silveiras. Durante o início da colonização no século XVI, a região era considerada de transição entre o território tupinambá de Cabo de São Tomé (Rio de Janeiro) até o rio Juqueriquerê (Caraguatatuba-SP); e o território dos tupiniquins, das cercanias de São Vicente, passando por Itanhaém e Peruíbe, até Cananéia. Bertioga é, também, o berço do mais antigo forte do Brasil e o melhor preservado entre todos os que foram tombados pelo Governo do Estado, também é o primeiro de arquitetura militar construído no País. O Forte de São João foi erguido em 1532, para defender as vilas de Santos, São Vicente e São Paulo de ataques de inimigos e indígenas. No local, encontram-se artefatos, réplicas de espadas, arcabuzes, canhões, armamentos utilizados pelos portugueses no século 16 e várias salas temáticas que contam passagens de José de Anchieta pela região, do artilheiro alemão Hans Staden e um espaço que recria como vivia uma família tupiniquim no século 16, com esculturas em tamanho natural.

Há também uma sala com artesanatos indígenas trazidos pelos próprios participantes da Festa Nacional do Índio, que acontece anualmente na cidade com representantes de várias etnias do Brasil. Na área do entorno, fica o Parque dos Tupiniquins, onde é possível ver a estátua do Cacique Cunhambebe que selou a paz entre os portugueses e os índios. Bertioga ainda oferece uma visita às cerca de 70 casas de arquitetura inglesa do século XIX da Vila Itatinga. É lá, também, que está a hidrelétrica que garante, desde 1910, a energia do Porto de Santos. Uma obra impressionante.

Considerado o maior da América Latina, o Porto de Santos é hoje principal responsável pela dinâmica econômica da cidade de Santos e de toda a região da Costa da Mata Atlântica, especialmente pelo seu vetor histórico-cultural. É nele que está o Complexo Cultural que guarda documentos e imagens que preservam a história local. A região ganhou bastante destaque graças ao bonde turístico cujo trajeto de 5 quilômetros exibem o melhor da arquitetura e curiosidades do passado.

Tudo começa na Praça Mauá, onde se encontra o Palácio José Bonifácio. O roteiro passa ainda pela rua XV de Novembro, que na época áurea do café era conhecida como Wall Street Brasileira por conta da Bolsa de Café, na qual a Sala de Pregões - iluminada por magníficos vitrais - comerciantes combinavam o preço e a qualidade do produto, sentados em cadeiras de jacarandá.

Paisagens santistas pintadas por Benedicto Calixto cobrem uma das paredes. O prédio da Bolsa abriga um museu e uma cafeteria, onde se saboreia e vende o verdadeiro café brasileiro tipo exportação. De fato, Santos é um destino bem-estruturado que traz uma gama de opções para quem quer voltar ao passado.

Ponto de passagem obrigatório entre os colonos, Cubatão é, hoje, importante Pólo Industrial de reconhecimento internacional. A região funcionava como ponto de transbordo, carga e descarga por conta da ligação que estabelecia entre o planalto e o litoral sul. A atração principal é passar pelos monumentos construídos em 1922 pelo então presidente Washington Luiz para comemorar o Centenário da Independência e que revelam parte significativa da formação paulista. São eles, o Cruzeiro Quinhentista que foi construído na ligação entre o Caminho do mar com o Caminho do "Padre José" (caminho inexistente hoje); o Rancho da Maioridade que relembra a construção da Estrada da Maioridade e a visita da família real à São Paulo em 1846; a Calçada do Lorena, estrada de ligação mais importante entre o Planalto de Piratininga e o porto de Santos no final do século XVIII e a escola Ary de Oliveira Garcia que possui uma história muito interessante, pois em seu passado já foi um conservatório de música e dança e até mesmo um fórum.

Conhecida como "Pérola do Atlântico", Guarujá também é repleta de atrativos que nos remetem à sua história e encantam pela beleza. Os fortes, construídos para proteger as cidades litorâneas do ataque de piratas, são hoje um dos principais pontos turísticos da região.

Entre os que mais impressionam são o Forte dos Andradas e a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande. O primeiro foi construído em 1934 pelo tenente coronel de engenharia João Luiz Monteiro de Barros e inaugurado em 1942, quando constituiu-se a principal defesa da entrada da baía de Santos ao sul da Ilha de Santo Amaro. Já a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande está localizada entre as praias do Góes e Santa Cruz dos Navegantes e é um monumento histórico-militar edificado no século 16, durante o domínio espanhol, com o objetivo de defender a Vila de Santos de ataques corsários de piratas. Entre os acessos mais utilizados para a Fortaleza da Barra Grande estão as embarcações que partem da ponte dos práticos Edgar Perdigão, na Ponta da Praia e, após atravessarem o canal de entrada do porto e partindo do Centro do Guarujá. De fato, toda a região da Costa da Mata Atlântica é uma verdadeira máquina do tempo que com certeza renderá diversas histórias para contar quando voltar para casa.

Revista Ecoturismo

Os campos rupestres da Serra de São José, Tiradentes, MG

Ecoturismo & Sustentabilidade

Os campos rupestres são ecossistemas que se encontram em áreas de altitude acima de 900 m, no domínio do Cerrado e Mata Atlântica, e se caracterizam por áreas de afloramentos rochosos do tipo quartzo, com grande número de espécies animais e vegetais endêmicas, isto é, de ocorrência restrita a este ambiente, encontrados em porções do estado da BA, DF, ES, GO e MG.

Muitas plantas são típicas desse ambiente como as canelas-de-ema, família velloziaceae, sempre-vivas, família eriocaulaceae, muitas espécies de orquídeas, entre outras.

No intuito se obter maiores informações sobre diversidade de insetos, já que esses ambientes ainda são poucos estudados no Brasil, um grupo de pesquisadores da ULFA, UFV, UNIPAC e UFRS, Abner Elpino Campos, Natan R. Assis, Tássio Ladeira, Paulo Carvalho, coordenado pelo entomólogo Marcos Magalhães de Souza, realizaram um ano de estudos na Serra de São José, na histórica Tiradentes, MG.

Essa serra está inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) São José, criada em 1990, com 5.000 ha, e abrange cinco municípios de MG, centro sul, na micro região Campos das Vertentes: Tiradentes, São João Del Rei, Santa Cruz de Minas, Prados e Coronel Xavier Chaves.

A Serra de São José compreende cerca de 41% da superfície da APA, com 12 km de extensão e em média 1,2 km de largura, altitude variando de 1130 a 950 metros, com predomínio de campos rupestres.

A Serra de São José é muito freqüentada pelos turistas que visitam Tiradentes, mas que constantemente sofre ação do fogo, e de exploração dos recursos vegetais de algumas famílias, como comprovado em um ano de trabalho na serra.
No ano de 2008, foram registradas 29 espécies de vespas sociais, populares marimbondos, com dois novos registros para MG, a maior diversidade em campo rupestre do Brasil, e o registro ao acaso de uma fauna espetacular de outros insetos, arachnídeos, anfíbios, répteis, aves e outros seres vivos.

Ressalta-se que outro trabalho realizado com vespas sociais no mesmo ambiente, o segundo estudo no Brasil, foi realizado em 2007, no Parque estadual de Ibitipoca, MG, pelo biólogo Mateus Clemente e pelo Prof. Dr. Fábio Prezoto, UFJF, identificando 19 espécies de vespídeos; e o primeiro na Bahia, em 2006, registrou 11 espécies, evidenciando que a fauna de insetos, entomofauna, em campo rupestre ainda é pouco conhecida, assim como em outros grupos animais.

A identificação dos vertebrados foi realizada pelo Prof. Dr. Renato Feio, da UFV, e a Profª. Rose, UFJF; Profª. Dra. Bernadete Souza e Marco Manhães, UFJF; os insetos pela Profª. Brígida Souza e Dr. Júlio Louzada, UFLA; a confirmação das espécies de vespas pelo Prof. Dr. Orlando T. Silveira, Museu Emílio Goeldi, PA; e o prof. Dr. Paulo Takeo Sano, USP, pela identificação das sempre-vivas.

Conservar a Serra de São José, patrimônio do povo de Tiradentes e do Brasil, depende do esforço conjunto de nós pesquisadores, mas, sobretudo do esforço e consciência de cada turista que visita a serra, e de cada morador do entorno, bem como do poder público, que garanta uma proteção e fiscalização efetiva, que garanta a proteção dessa flora endêmica e dessa fauna ainda pouco conhecida.

Revista Ecoturismo

Ecoturismo & Sustentabilidade